quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Iniciação


A iniciação para um/uma jovem aprendiz é algo que tanto esperado,algo que é almejado do mais fundo do seu ser.
O processo de iniciação no ofício é algo serio árduo e com paciência,o neófito(aprendiz) tem no mínimo fazer um ritual para selar seu compromisso de estudos que se chama "Período de Dedicação".
Nesse período você sela um compromisso com os Deuses em estudar tudo que for sobre a Espiritualidade e Religião da Deusa é neste momento que você se identifica-se com o vasto panteão e tradição que existe na Religião da Deusa.É o momento de se encontrar com algo que você já experimentou vivenciou em outras vidas,onde você começa a ver semelhanças e conforto que não saiba explicar.
Por isso a "Período de Dedicação" é muitíssimo importante é o seu momento de reencontro com sigo mesmo,portanto devore tudo que você encontrar em seu caminho livros,revistas,tvs,sites tudo mesmo informação nunca é demais.Saiba que esse período leva pelo menos um ano e um dia é nesse momento que os Deuses ira te testar e ver ate quanto você realmente esta disposto a seguir o Caminho dos Antigos.
Parece um exagero?não essa é a mais pura realidade com disse para seguir este caminho tem que ter Paciência é gosto por leituras pois na própria história da humanidade esta a religião da Deusa.Passado por esse período vendo que você cumpriu com seu voto é a hora e momento da iniciação algo que o neófito espera muito depois que se reencontrou com a Mãe,é um momento muito aguardo e ansioso mais não fiquei medite se guarde nesse dia,vá caminhar em uma praça, um bosque em um local que você se sinta conectado com a Deusa,respire entre em sintonia com você e sinta que esta retornando ao útero da Grande Mãe.Saiba somente disso que é seu momento sua hora de se juntar aos seus iguais,seus semelhante,seus cúmplices mais saiba também que ali esta sua ou seu sacerdotisa/sacerdote um juiz para te alerta no seu crescimento no oficio.
Daí em diante você tem um responsabilidade agora com os Deuses em honrar seus mestres,sua iniciação e acima de tudo A Deusa e O Deus em sua jornada para novos graus que com o tempo de muita vivencias você poderá passa a outro nível.A iniciação pode ser feito por uma ou um consagrado que esta no oficio a mais tempo que você ou você depois de seu período de dedicação pode fazer uma auto-iniciação.
A auto-iniciação vista por muitos membros de ordem iniciáticas como não valida e incorreta mais ao meu ponto de vista e vivencia garanto que é sim valida e muitíssima correta digna como se disse sido iniciada em uma ordem,garanto a todos você meus caros que SOU SIM UMA SACERDOTISA DA DEUSA e isso nada e ninguém pode tirar de mim isso sou auto-iniciada com muito orgulho e não é um conjunto de regras ou grupos que vai me dizer o contrário,se você amig@ quer fazer sua iniciação vai em frente não tema olha que coragem que temos em nossas mão estamos nós dando a cara a tapa em um caminho que no fundo é solitário, por mais que possa viver em uma comunidade pagã sua jornada é exclusivamente sua e unica ninguém poderá vivencia sua experiências,vá faça sua iniciação e quando terminar olhe para seu coração pois é ali que a Deusa vai dizer a você;"SEJA BEM VIND@ AOS MEUS MISTÉRIOS"se você sentiu que sua iniciação foi digna e aceita dentro de si saiba ninguém poderá dizer o contrário.
blessed be.
Fica dado o recado a tod@s.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O Deus

O Deus já foi morto e ressucitado dentro de mim. Muitos já me fizeram crer que ao acreditar em um Deus dentro de uma cosmologia neo-pagã voltada para um Sagrado Feminino seria uma desculpa interna para que não houvesse culpa em destruir uma divindade masculina depois de tanto tempo todos chamando a origem de tudo de Pai. Hoje vejo que isso é uma grande balela, pois o Deus sofreu tanto quanto a Deusa, sua Mãe e Amante. A forma em que se trabalha o Deus para muitos está deturpada por eras de patriarcado desenfreado, e isso não foi só terrível para as mulheres mas foi também para os homens. Mesmo parecendo que não. Mas devemos compreender que o ser Masculino é um fato existente e biológico no qual não podemos negar e nem fugir e creio que até mesmo uma reformulação verdadeira do que fato esse masculino seja é essencial para um resgate mais profundo dentro do sagrado nos caminhos pagãos, principalmente para os homens.
De fato uma cultura sustentada somente por uma Deusa existe, uma sustentada com um casal divino, como os percussores da Wicca tem mostrado ao longo dos anos com o par Deusa e Deus, também existe. Mas estranhamente uma em que só existe o Deus não.
Isso nos leva de volta a Deusa e ao significado interno que Ela nos remete. A Mãe é o Símbolo do Todo e por ser o todo ela pode ser e é muitas coisas e não deixa de ser o Deus.
O Deus é o que eu chamo de aspecto interior de cada de um nós perante ao Universo que é a Mãe.
Para as mulheres o Deus pode ser o aspecto de um reencontro com um complemento daquilo que não lhe falta por ser plena, mas aquilo que ela carrega em si que a torna plena. Para os homens ele é a ligação com tudo o que é sagrado e selvagem onde os leva de volta para o útero cósmico de onde o próprio Deus se originou.
O Deus da Bruxaria possuí chifres, que na idade média o mal afamou como o demônio biblíco das danações e pecados dos cristãos. Mas os seus chifres são um símbolo de realeza, força, beleza, fertilidade, sabedoria e principalmente espiritualidade.
Ele é sempre visto com uma parte animal ou vegetal, pois ele é o símbolo da extensão da vida como também é o símbolo do selvagem e instintivo habitante em cada um de nós.
Seu enorme falo ereto e cíclico é o símbolo de sua elevação e decadência, assim como morte e renascimento, como também é o símbolo supremo do êxtase, da sexualidade livre e criativa.
O Deus dos Bruxos deve ser visto e analisado com mais cuidado e carinho tanto como olhamos para a sua origem a Mãe. Pois a Origem é Eterna e Geradora e por isso sempre será imanente.
Acredito no resgate sincero de um Sagrado Masculino inserido no Feminino. Creio que ambos fazem parte de um todo muito mais complexos que essas definições de gênero. Não acredito em gênero acredito em seres.
Creio que um resgate sincero, maduro e voltado para a Deusa de um sagrado masculino como o Deus como filho da Deusa é algo de grande valia para os homens mal auto conhecidos de nossa época.
Os homens esqueceram de sua real força interior e de seu brilho como sol, assim como muitas mulheres se esquecerão de seu brilho prateado como a lua.

Dyonisio Bacante

Renascendo...

Nessa tarde deu início ao Solstício de Inverno aqui no Hemisfério Sul. Para os bruxos autênticamente sulinos, isso é que seguem a roda de acordo com o hemisfério em que estão celebramos hoje o Sabá de Yule.
Estranhamente, pelo menos aqui na região interiorana de São Paulo onde moro somente o Sol distante no horizonte parece acompanhar o clima. Isso me faz pensar muito no real sentido da celebração de um Sabá de Inverno no qual se espera muitas vezes um frio terrível ou ameno, mas que seja frio.
Porém isso também nos faz sentir e perceber uma reflexão profunda; será que as mudanças de fato não ocorrem nessa época? Será que um Sabá, isso é a carga energética do mesmo, é tão somente uma celebração das forças externas e tangíveis que conseguimos perceber? Ou será que no fundo mesmo as estações vibram e ressoam antes de mais nada em nosso ser.
Existem muitos que adormecem nesse momento e somente aguarda as sensações da natureza para que a celebração de um determinado Sabá realmente ocorra. Mas a grande questão disso tudo é: Trabalhar o nosso interior mutante e vivo para que se harmonize com a vida que flue a nossa volta.
Muitos enquanto nesse momento estão preocupados com a decoração que vão usar sobre o altar de Yule, o que diram quando começarem a traçar o seu círculo mágicko esquecem-se muitas vezes que a profundidade essencial de um ritual pode morar em um gesto que disperte toda a uma sensação.
Yule sempre me ensinou o renascer, o renascer de uma criatividade interna dentro de mim. Dentre todos os Sabás creio que o de Yule seja um dos mais importantes da Roda pois ele dá o início efetivo da Roda a Girar ele é a confirmação da vida sobre o seu próprio mistério de existir.
Sinceramente não sei o que disse em relação a tudo isso que decorri nesse breve texto. Creio que somente quis falar, quis deixar um pouco minha alma falar de algo.
Por isso não liguem, é somente um devaneio de muitos que ando tendo...

Dyonisio Bacante.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Seguir e O Caminhar



Ao passo em que a humanidade caminha a forma de ver e sentir o seus Deuses também caminha, ou se segue. 
Mas sim, isso é um fato. Os Deuses evoluem junto com os homens ou será que a maneira de ver os Deuses é que evoluem de fato?
Faço essa breve explanação para dar início a um assunto que pode deixar alguns desconfortaveis e outros, nem tanto. 
Falo isso pelo fato de ter vislumbrado em minhas andanças sociais pelo mundo Neo Pagão atual e vendo e revendo um amontoado de informações extremamente moralistas e ortodoxas, principalmente daqueles que se julgam Wiccans de Coven e linhagem Tradicional, podendo contar a sua iniciação a partir do fundador da tradição que decidiu abraçar. Sim, toda essa saga épica é de fato romântica e muito bela quando seguida com a humildade no coração do buscador, pois de fato quem engreça em tais tradições realmente estão atrás disso, A Busca!
Mas e aqueles que Seguem? 
Como vêmos, não só em nosso meio, como em todas as áreas do mundo religioso atual, as pessoas inflando o peito ao dizer: Eu Sigo essa Religião... Eu Sigo a Wicca...Eu Sigo a Cristo... e um monte de seguir formando uma fila de fiéis seguidores.
A Arte como Religião da Deusa ou dos Deuses Antigos com sua filosofia Mistérica é de fato e de direito uma religião ou melhor, um reli gare que se Caminha e não que se Segue.
Sim, e isso justifica o próprio mérito de Caminhantes Solitários da Arte que de fato buscam, assim como há Caminhantes de Covens, como também há Seguidores Solitários e Seguidores de Coven.
Estranhamente os Seguidores parecem traçar sempre um mesmo perfíl Gardneriano de purezas de linhagens iniciáticas e inflam a todo peito soltando aos quatro quadrantes que a Wicca, ou a Arte, não se faz pela auto iniciação ou pelo caminhar solitário. Que essa não é a realidade e nem a existência da Wicca.
Sim! De fato concordo, a Wicca como foi CRIADA por Gerald B. Gardner de fato é um caminho mistérico iniciático, com tradições rígidas e sólidas de uma pequena sociedade que alimenta o seu próprio alicerce de filosofias nessa idéia do grupo com hierarquias que determinam que tais buscadores estão nesse ou naquele grau, tudo por que de fato isso é uma maneira para se medir a quem e como deve reconhecer cada um. Mas como disse acima, muitos seguem isso e jamais caminham para isso.
Caminhar e Seguir são diferentes, seguir implica em apenas traçar e imitar os mesmos passos de outro que caminhou antes de você tentando se igualar ou igualar para se sentir parte daquilo. Agora o Caminhar não, o caminhar é a brisa solta em nossos cabelos é a busca do grau iniciático como uma marca de sua própria evolução interna e quando se há hierarquia é pelo respeito que o outro que está caminhando tem por saber que o mesmo já conseguiu alcançar da sua maneira tal transformação e iniciação. Mas o Caminhar jamais implica na questão de abaixar-se e submeter a ordem de um Alto Sacerdote ou Alta Sacerdotisa por que simplesmente esses chamam-se a si mesmo com títulos altos, pelo contrário ele se curvará diante da Alta Sacerdotisa que carrega em si a humildade de reconhecer nele que ele é buscador e caminhante desses mistérios e por isso ambos merecem respeito, um merece respeito por buscar e caminhar, e o outro por reconhecer na caminhada do anterior uma marca na qual ele ou ela já é possuidora.
Por isso jamais me considerarei de fato um Wiccano embora eu seja em prática mas em idéia jamais, pelo menos não na idéia do que os "próprios" bruxos fazem da Wicca.
Gostaria sinceramente que cada pessoa que ler esse post até o final refletisse sobre isso, sou de fato preocupado com o futuro de nossa religião, nosso culto ancestral da Bruxaria. Me preocupo com a maneira que cada um trabalha a Arte pois isso é como ver algo que é do meu ser sendo usado e falado como se fosse a maior vantagem do mundo. Me preocupo todas as vezes que vejo pessoas novas buscando a Arte como meio de Reli Gare e fico pensando: Será que essas pessoas entenderam a profundidade que ela proporciona neles mesmos?
Sinto que um determinado momento, por ninguém respeitar a forma que o outro busca a Arte seja necessário formar um Conselho da Arte para definir o que ela é e como deve ser...engraçado os que mais bravejam isso são os homens, seres fálicos descendentes de um Gerald Gardner mal resolvido, longe da idéia central que demonstra uma Face Feminina, descidindo dessa forma como será a Igreja Wicca, será que ela vai chamar Nossa Senhora do Encantamento e receberemos uma carta de aprovação dizendo, sim você é bruxo não você não é bruxo! Creio que a Arte não deva ser desse jeito ou daquele jeito, creio que de fato a Arte para quem a busca com o coração sincero e entregue seja uma forma SUA de Reli Gare de Caminhar, caminhar esse sim que possuí tradições para designar o que eu caminho mas isso nunca deve definir-se como uma servidão de seguir.
Pois lembre-se, toda vez que seguimos algo e não caminhos por esse algo corremos o risco de jamais evoluir pois a única coisa que fazemos é simplesmente seguir...

Dyonisio Bacante

terça-feira, 14 de junho de 2011

Um novo sussurro no ar...

Os ventos do cotidiano me ausentaram do Sussurro das Bacantes e irônicamente são esses mesmos ventos que me trazem de volta a ele. A princípio ele é como um símbolo, uma imagem de algum projeto distante de um trabalho que será realizado aos poucos.
Mas sim, estou de volta. Pretendo voltar com mais conhecimento, palavras, frases, bobeiras e muito mais alegria que anteriormente. Pretendo voltar com ele como um projeto, uma promessa feita a mim mesmo de que sempre postarei algo nele para poder dar continuidade a tudo isso.
Não estou sinceramente com a esperança de que todos leiam tudo o que eu postar e nem que terei mais seguidores. Agora escreverei por mim e para mim, a única esperança que terei é que de certo modo terei minha vida dividida em algo que é público. Vida essa que faço questão de dividir com aqueles que teram prazer em ler cada post meu, ou da Gaia Lil ou da Sharon Amaro que de fato nunca postou nada, mas quando o fizer será muito bem recebida por todos. Por isso que haja críticas, discussões calorosas e verdadeiras. E para esses sim escreverei.
No mais, o Sussurro das Bacantes está voltando a ver minhas palavras novamente...

Bençãos dos Antigos.

Dyonisio Bacante.

domingo, 12 de junho de 2011

UM DESCANÇO PRO CORAÇÃO

Estou cansada, cansada das minhas próprias lutas e cansadas das lutas alheias, tão cansada minha Deusa Mãe...Cansada dos homens, mesmo os pagãos que temem o poder da Deusa e constantemente desacredital da força da mulher e da sacerdotisa...Cansada dos deuses patriarcais que reinam sobre está terra e que para muitos mesmo os pagãos sua soberania é indiscutivel mesmo e apesar de todas as provas do culto a Deusa que podem ser afirmadas ou desacrevitadas conforme lhes apetecer...
ESTOU CANSADA DE MÁGICOS, MESTRES E DRUIDAS,BUDAS...Como me ocorreu outro dia em que numa sala de bate papo um mágico-druida começou a imbirrar comigo (eu usava outro nick e quando ficou sabendo que eu era Gaia Lil me tratou com sumo respeito e cheio de salamaleques...)Estou cansada desse temor que o homem tem da Deusa, desse intenço desejo psicologico de aliena-lá da sociedade ou encara-La apenas como uma energia periferica que faz parte da coisa mas não é a coisa própriamente dita...
Estou cansada dos homens, intelectuais, analiticos, eles todos que querem dominar até mesmo o culto da Deusa e duvidam da lógica da alma e do coração...Tudo que vem da alma é fantasia e coisa de bruxa tola que não pesquisa a história...
Eles é que reinem em seus clubes e deitem com as virgens jovens e bonitas e usem como pretesto o Beltaine ou qualquer outra coisa...
APETECE ME AGORA UMA BOA PARADA NESSA TOLICE TODA, NESSE TEMOR A DEUSA QUE TEM JUSTIFICATIVAS EM RAIZES BEM MAIS FUNDAS DOS HOMENS QUE NÃO SABEM OU NÃO QUEREM OLHAR A FACE ESCURA DE SUA ALMA E QUEREM REDUZIR A DEUSA A UM MERO SIMBOLO...ELES QUE TEMEM QUE O SAGRADO FEMININO DOMINE O MUNDO PODEM É FICAR BEM TRANQUILOS, POIS TUDO QUE VEJO SÃO MULHERES EM TRABALHOS DISPERÇOS PELO GLOBO E UMA GRANDE E MASSA FÁLICA DE UM DOMINIO CAPATALISTA E MASCULINO...E NÃO É PORQUE UMA MULHER GOVERNA ESTÁ TERRA QUE ISSO MUDOU MUITO PELO CONTRARIO, AS AÇÕES DE DEFESA DO PATRIARCADO JÁ COMEÇARAM...
Me perdoe se eu não trago aqui materiais arqueológicos, carbono14 ou papiros do Egito...Me desculpem pos esse desabafo todos vocês, homens, mestres, grandes sábios da wicca e da porra toda...Isso aqui é tudo lógica de mulher, bobagem de mulher que segue a alma e o coração e não os documentos oficiais do vaticano ou nosso saldoso Gerald B. Gardner, sábio e respeitavél criador da religião da Deusa que agora os bruxos temem e a vêem como opressora...Ou como qualquer mulher que ouse levantar a voz perante eles como sacerdotisa...
Não meus amigos!
As sacerdotisas da Deusa são apenas figurantes nessa coisa toda e isso eu começo a perceber a algum tempo...Gostaria de ser uma mulher mais forte ou profunda, inteligente como Rosa Leonor ou aquelas outras sacerdotisas, aquela americana que fundou o culto da Deusa Diânica e aque até hoje é vista como uma mulher sexista e má por muitos wiccanos...Eu não, apesar de ser esse o nome do meu blogue não sou a Grande Sacerdotisa não...Sou apenas como me salientou um mestre uma mulher tola e distituída de poder ou autoridade...Por isso mesmo coloco aqui em súbita revolta o sagrado coração de Maria porque a Deusa é todas as mulheres mesmo que o patriarcado (dos bruxos!) o queira negar ou dizer que ela é apenas a moda celta...

sábado, 7 de maio de 2011

Os segredos estão na alma

Seguramente todos os segredos estão na alma!




 Imagem extraída do blog: http://telmacriartesaquarema.blogspot.com


Não devemos esquecer disso. O caminho da Arte é um processo individual, pessoal e extremamente auto iniciatório. Obviamente que treinamentos e tradições passadas de geração a geração assegura um processo de auto conhecimento e desenvolvimento pessoal seguro, por que a alma sabe mas nossa consciência não.
Devemos lembrar muitas vezes que tudo aquilo que buscamos e fazemos deve existir antes de mais nada dentro de nós.
Esse é um processo lento e contínuo, e principalmente, imutável. Por que todos os processos desse auto reconhecimento se dá simplesmente pela compreensão do consciente.
Imagine nosso ser divido. Dividimos a nossa Alma e o nosso Consciente, isso é, aquilo que usamos para perceber o mundo e dar respostas através de símbolos e signos.
A nossa alma como ser a parte dialoga com o nosso consciente que é outro ser, mas limitado no sentido de ser expansivo e intuitivo e transforma todos os símbolos passados como mensagens da alma e transforma de maneira clara aquilo que a mesma quer nos dizer.
Por tanto devemos ouvir nossa alma, por isso os treinamentos de contemplação, percepção, visualização e tantos outros existentes no caminho da Arte é enfatizado. Tudo isso cria pontes e elos para a entidade Alma falar com a entidade Consciente e ambos tornarem-se uma coisa só.
A Bruxaria busca a totalidade do ser.


Escutar a nossa alma é escutar a voz dos Deuses Antigos que se comunicam conosco através da Alma do Mundo.


Dyonisio Bacante.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A Morte do Self Profundo



O Universo é uma cadeia de ações e reações que se encontram e permeiam. Cada uma dessas reações são estimuladas e observadas, assim como refletidas em símbolos.
A humanidade como entidade física e crescente nada mais é que um corpo gigantesco e vivo, com uma consciência interna, intuitiva e principalmente COLETIVA.
Essa consciência é um ser psíquico dotado de forças, sonhos e vontades como cada um de nós somos. O que somos nessa teia humana? Células, pontos pensantes do mesmo corpo.
Essa super consciência humana sofreu mutações ao longo das eras.
Ela criou arquétipos e símbolos poderosos, deixou seu lado selvagem e natural por uma parte cultural que aos poucos decidiu castrar. Como o predador que poda a nossas múltiplas facetas luminosas existentes, assim também aconteceu com a humanidade. Ela foi e esta sendo podada por esse terrível ser, O Predador.
Vêmos em noticários agressões a mulheres, dês respeitos contra a juventude e as crianças são multiladas e deixadas sem qualquer proteção. Pessoas por terem orientação sexual diferentes da dita “normal” e patriarcal são excurraçadas por aqueles que dizem ama-los. O sagrado feminino foi relegado a sombras, a natureza adoece em prol de um desenvolvimento sem fim e predatório.
Tudo isso é o reflexo externo de uma grande mente consciente chama humanidade.
Esses aspectos sombrios tem dominado e matado lentamente o self profundo e verdadeiro da vida e da consciência humana.
Mas sim, há uma esperança e uma revolta no ar. Vocês conseguem sentir?
Olhem os símbolos externos que a humanidade está nos demonstrando, vejo o que a Grande Mãe Humana está nos ensinando e mostrando.
O Self Profundo não está morto, mas está um tanto deslacerado em cada alma e consciência.
Por isso devemos ser os símbolos externos do Self Profundo Vivo e Saudável, devemos  lembrar que assim como a humanidade reflete seus símbolos para seus terminais, seus terminais também devolvem seus símbolos para a Grande Consciência Humana.
Pensem, despertem e vivam o Self Profundo.
E sejam quem vocês devem ser, Filhos da Grande Mãe!

Dyonisio Bacante

quarta-feira, 30 de março de 2011

Genocídio Cultural em troca do Vil Metal!!!



Estranhamente e de modo quase que único parece que finalmente a cidade onde moro têm acordado para algo além de seus próprios umbigos. Parece que todos já não estão distantes do mundo, enquanto levantam-se no céus um alvoroço de apitos e buzinas, mesclando-se entre cartazes brancos com frases de desespero e apelo em nome de um Não Genocídio Cultural; Genocídio esse, que parece ter nos acordado como um sonho mal em meio a madrugada e que nos faz refletir. Refletir sobre qual é o nosso papel aqui nessa cidade, nosso papel como cidadãos Lemenses, mas antes de tudo como Filhos da Terra e do Céu.


Foi com tristeza que ouvi o fechamento do Cine Alvorada e mais tristeza ainda que ouvi que seria dia 31/03/2011 sua última exibição.
Sim! Seria a última vez que comprariamos os bilhetes de meia ou entrada cheia com a moça simpática da bilheteria que com seu olhar parecia conhecer a todos de uma pequena cidade que mescla nas faces do mundo. Sim! Seria a última vez que passaria pelo moço que recolhia nossos bilhetes enquanto fitava-nos com seu olhar desconfiado e engraçado fazendo todos parecerem de certo modo baderneiros para a sessão que iniciaria-se a pouco, enquanto corriamos para cantina para provar de balas, drops, pipocas e coca cola tudo para não deixar nenhum dos cinco sentidos falhar quando o da visão e da audição faria todo o trabalho pesado.
Lembro-me da primeira vez que coloquei os pés no cinema, eu fui assistir o filme do Rei Leão. Eu tinha 6 anos de idade. Entrei na sala olhei aquele mar de cadeiras que ia afundando cada vez mais até chegar em uma imensa tela nada parecida com a pequena TV de casa. Quando olhei para o infinito teto com um sol nascendo fazendo jús ao nome de Alvorada confesso que fiquei emocionado, muito embora nessa época simplesmente entendia qualquer emoção como empolgação e alegria. Jamais esquecerei essa imagem e das lágrimas derramadas em cada filme que assistia. 
Jamais esquecerei dos rostos que via ao longe olhar para trás procurando meus amigos que viriam assistir juntos... e agora juntos poderemos perder algo que pertenceu a nossa construção social, a nossa educação mental. 

Gostaria que todos da cidade acordassem e vissem que 50 anos será derrubada em 50 minutos e tudo isso irá se perder para sempre até que o último de nossa geração morra e tudo será deixado para trás. 
Não podemos deixar que esse genocídio cultural aconteça em pequenas doses lentas de marteladas frias que quebram pedras. Pedras essas que seram de fato a nossa ruína cultural, pedras essas que no fim não contaram somente a história de um cinema "velho" que acabou mas sim pedras frias de uma cidade frívola e sem cultura onde é mais fácil alugar-se um dvd a cada esquina fácil do que participar de uma verdadeira catarse de emoções e sensações que felizmente somente a 7ª arte pode nos proporcionar.

Por tanto junte-se a nós, assine, grite, levante bandeiras. Não é pelo dono do cinema, não é pela prefeitura ou de seus complexos políticos e sim por NÓS! Pois tudo o que é belo morre nas mãos do homem, mas não na Arte!

Dyonisio Bacante!!!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Divulgando - 7 ª Conferência de Wicca e Espiritualidade da Deusa - Eu vouuuuuuuu

7ª Conferência de Wicca & Espiritualidade da Deusa- ANO 2011


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 Workshops, palestras, videoconferências, vivências, meditações e rituais aguardam você nesta 7ª edição da Conferência de Wicca & Espiritualidade da Deusa nos dias 03, 04 e 05 de junho de 2011.
Prepare-se para mais um final de semana com aulas, performances, vivências e workshops com palestrantes nacionais e internacionais da Wicca e Espiritualidade da Deusa, explorando o Sagrado Feminino em suas múltiplas manifestações no maior evento de Wicca do Brasil e da América Latina.
Durante os 3 dias de evento importantes personalidades nacionais e internacionais da Wicca, Paganismo e Espiritualidade da Deusa se apresentarão e ministrarão workshops e palestras aos participantes.
RITUAIS


MAGIA




ENCONTROS E REENCONTROS
















PALESTRAS, WORKSHOPS E MUITO MAIS ESPERAM POR VOCÊ NA
7ª CONFERÊNCIA DE WICCA & ESPIRITUALIDADE DA DEUSA!


JUNTE-SE A NÓS NESSE GRANDE ENCONTRO!

VOCÊ NÃO PODE PERDER...

VENHA E PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM !

Olha Galera entra no site Oficial da Conferência e vejam tudo o que tem direito a ver. 
http://www.conferenciadewicca.com.br/index.html

Dyonisio Bacante.

quarta-feira, 9 de março de 2011

A Magia da Amizade, Amor e Confiança Perfeitos.



Creio que nem todos prestam a devida atenção a amizade na qual deveriam ficar mais atentos. Amigos são os nossos elos verdadeiros entre o presente e o futuro, e seguramente são nossos elos mais firmes de lembranças queridas.
A consciência de finitude nesta vida faz com que nos importemos com muitas coisas que as vezes são desnecessárias, vejo muitos "amigos" que abandonaram-me em sua caminhada quando o "namoro" entrou na jogada e deixou para trás laços importantes em prol de um alguém que no fim acabou desistindo e desolado o amigo ficou só sem o namoro, mas seguramente não sem um amigo!
Amizade é um laço muito forte e extreito, somente o Amor e a Confiança Perfeitos sustentam essa fina teia invisível aos olhos e palpável ao coração que pulsa e regozija diante do ser amado, O Amigo.
Como pagãos e bruxos devemos honrar esses laços antigos, em nossa crença dizemos: " Feliz Encontro, Feliz Partida para um Feliz Reencontro ". Isso nos remete a outras estações de nossa alma imortal, quando habitavamos corpos diferentes e nossas almas estavam diante desses amigos e pediamos em nossos rituais e nossas celebrações ocultas nas brumas da Lua: " Permita Deuses que possamos nos amar, nos encontrar e reconhecer novamente no mesmo tempo e no mesmo Lugar" Acreditem, seguramente isso aconteceu e acontece o tempo todo.

Compreendo muitas vezes que a amizade é a estrada mais segura para um relacionamento afetivo entre dois seres, a amizade constroe fortalezas poderosas e ao mesmo tempo frágeis. É uma cumplicidade silenciosa que existe no olhar de cada amigo que nos diz que a dádiva da vida esta estampada na razão e na existência do ser amado, o amigo.
Títulos e parentescos as vezes ofuscam nosso coração acreditam que tais "hierarquias" são o que dizem ser mas muitas vezes esquecemos de sentir tais pessoas e seres como realmente deveriam ser, isso é Amigos. As vezes deixamos de lado coisas importantes que poderiamos vivenciar com pais, mães e irmãs sanguíneas e primos até por que simplesmente só o vêmos como esta descrito, parentes. Creio que isso é um grande erro. Nem sempre o melhor amigo está na rua ao lado ou na casa vizinha. As vezes o melhor amigo esta debaixo de nossos narizes e não conseguimos fareja-lo por que a unica coisa que conseguimos sentir é a auto-importância em coisas irrelevantes.

Meu coração as vezes fica em pesar lembrando de amigos que esqueceram esses laços e tentam inutilmente procurar laços inexistentes em pessoas inexistentes, pois acredite nos nos afeiçoamos a quem nos é relevante! Isso não é egoísmo o Amor Incondicional é uma realidade e o amor da Amizade é outra forma de amor Incondicional, mas lembre-se é outra forma. Não menos bela ou honrosa que a primeira mas simplesmente diferente.

Aos meus amigos amados, Irmãos na Arte e na Vida a vós dedico esse texto sublime. Dedico a vós essas palavras.
Obrigado por Existirem!
Bençãos dos Antigos e da Deusa Mãe.


Dyonisio Bacante!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A Chama de Prometeu.



As sombras! A escuridão tenebrosa do ser em algum momento calamitoso de nossa própria existência. No entanto as vezes assemelha-se a um berço acolhedor. Fechando meus olhos posso vê-la, confusa junto de outras imagens difusas que tentam se encontrar para dar uma explicação a mesma escuridão de sempre. A escuridão não pode ser escrita ou simplesmente descrita, ela por si só explica-se e toma tudo o que envolve. Ela não precisa ser necessariamente inimiga da Luz muito menos seu oposto, mas por que não o seu complemento Luminoso?
Quando as sombras aporta como uma embarcação em nosso porto do coração parece que instântaneamente sentimentos uma necessidade urgente de acender uma tocha que por mais clara que seja permanece ali tão escura quanto a conclusão de um propósito! Mas ninguém se lembra naquele afoitamento obscuro e confuso procurar na própria sombra uma forma apoio ou uma luz para poder guiar-se. Mas sempre se tem a necessidade imediata de acender uma chama ou então vozes são ouvidas como: "Isso é uma fase, logo vai passar!" "Já passei por isso, acredite é passageiro" e a pior e a mais desconsoladora de todas "Confie na Vida ou na Força Divina da Vida e você enfrentara essa fase.".
E imediatamente procuramos gerar mais sombras desnecessária, chamadas de conflitos internos que buscam inutilmente acender uma chama como quando se batem duas pedras até que soltem uma pequena faísca. A faísca com toda certeza se produzira, porém Ela a Chama não irá se propagar ao menos que ela tenha um combustível. E é ai que a Escuridão se fara presente!
Nós só conseguimos entender a Clareza quando existe sua face da Obscuridade, pois nada se revela sem que outra coisa se mostre também. Um caminho bem trilhado não é nunca um caminho feito de meias coisas e sim de coisas inteiras. As trevas pode representar também uma caminhada e a Luz sempre parecerá um Lugar a chegar. Entretanto jamais devemos esquecer que tanto a Luz como as Trevas são partes de um todo e nesse todo chegada e partida é uma ilusão já que a Vida é o eterno movimento e mutação.
Mudar dói! Quebrar a Crisálida e alçar vôos só é permitido aqueles que ficaram em seu próprio casulo, inerte e concerteza no escuro.
As Trevas pode também nos polir mas se não soubermos alimenta-la com Ela mesma de forma a aceita-la como uma fato intangível e necessário jamais romperemos o casuló e ali inertes no galho permaneceremos e certamente alguém, algum ser inocente tentará fazer o trabalho da borboleta que verá a luz antes da hora e provará daquilo que ainda nem obteve.
Saiba que o Vinho e o Leite do Cálice só pode ser saboreado quando estiver cheio, quase que transbordante. Ali no limiar da borda e do despencar. Mas somente assim poderá provar. Nunca bebas de algo que esta meio cheio ou meio vazio. Pois se tomares vai provar de algo que nunca obteu...
Sei que deves estar se perguntando. Quando meu Cálice estará totalmente cheio? Quando mesmo que houver a dúvida lubridiante da mente o coração tenha certeza absoluta de que deves provar e está pronto para saciar-se ou embriarga-se.
Não procure jamais nas Trevas uma maneira de tentar ver a Luz. E sim procure nas Trevas uma maneira de enxergar a si mesmo com humildade e importância daquilo que você representa para sua vida.
Um Cântico da Arte diz: " Todos Nós viemos da Deusa e a Ela voltaremos, como a gota de chuva que corre para o oceano. Casco e Chifre, o que morre renascerá. Milho e Grão, os que Caem Germinaram!" Note somente a semente que caiu no solo e fecundou-se no ventre Escuro da Mãe Terra poderá de alguma forma renascer. Pois acredite não existe Renascimento sem antes haver Trevas, dar a Luz é tão somente consequência da anterior. Pois a Verdadeira Escuridão não é aquela que poda para extinguir é aquela que Poda para Dar Continuidade aquilo que Virá Existir!!!

Bençãos dos Antigos e da Mãe Deusa. Que no enlevo do Infinito de seu próprio corpo viu a si Mesma no abismo escuro de seu Próprio Ser e daí então gerou a Luz ao fazer amor consigo mesma!
Dedico esse Texto a Gaia Lil e a todos que como Ela estão em sua Noite Escura da Alma.

Dyonisio Bacante!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Conhecimento e Sabedoria.

A vida de um bruxo é cercada de livros, estantes abarrotadas de informações de todos os tipos abundam entre papéis e rascunhos de novas conclusões. Assim é a vida literária de um pagão, pelo menos deveria ser...
No entanto vejo as vezes linhas inversas cruzando-se e confundindo-se entre si. Linhas entre o extremo do conhecer o extremo do saber. Não estou falando daqueles axiomas fundamentais da Magia Cerimonial, Saber, Querer, Ousar e Calar. Mas estou falando do Saber mesmo e não do Conhecer.
Existem muitos por ai que julgam-se excelentes bruxos por conhecere a Arte, mas os mais "velhos" no caminho compreendem que as coisas não são sempre por ai! Não basta conhecer determinado assunto mas é preciso compreender, saborea-lo e vivencia-lo.
Existem muitos bruxos que quando tirados de seus livros mais caros na estante querida sentem-se como se o conhecimento estivesse indo embora, não como uma maneira de preservação inquisitorial aos leigos mas o medo de perder o seu conhecimento. Seguramente perdera a fonte de seu conhecimento sobre determinado assunto mas mais seguramente ainda não perdera a fonte de todo o conhecimento que o faz ser o que é. Mas a grande diferença disso não estar em saber disso mas vivenciar isso!
Alguém uma vez me disse que o conhecimento não é algo que se tira de ninguém e de fato é uma verdade, você pode tirar a fonte literária desse alguém mas não a Sabedoria e o Verdadeiro conhecimento D'Ela.
Afinal acreditam mesmo que a Tradição da Arte, a Bruxaria ou até mesmo o conceito da Deusa sobreviveu graças a uma minoria que compilou suas práticas em algum livro da sombras medieval? Crer nisso é empobrecer o próprio conceito de Sabedoria na Arte.
Bruxas e a Deusa sobreviveram até onde esta hoje e renascem cada vez mais fortes pelo simples fato de que o conhecimento de tudo é antes de mais nada interno podendo ou não ser traduzido externamente, como o amor a sabedoria da Deusa é infinita e toca a todos nós.
Grandes tratados de feitiços ou rituais pode estar perdido em algum papiro do mar morto ou enterrados a mil pés em algum sarcófago no Egito. Mas isso nunca será a real magia apenas a inscreção de que a magia ali ja esteve presente.
Devemos observar o Conhecimento como uma base, uma semente que quando é regada pela prática e a vivência se tornam lentamente uma árvore de sabedoria que por si só se fertiliza e frutifica. Pois o conhecimento que não der frutos e ficar la na estante empoeirado guardado a 7 chaves como um papiro de uma revelação antiga nunca será de fato conhecimento mas apenas um amontaodo de informações que muitos ja sabem so que ainda não recordam.
Conhecer determinado assunto é feito com muita assimilação e não do dia para a noite e Saber determinado assunto é trabalhos de anos e vidas e inteiras.
Tudo na vida é adiquirido como uma processo nada e tomado de nós estantaneamente mas gradativamente e assim é a Sabedoria que preenche o espaço desocupado pela Ignorância.
Conheça, Saiba e Vivencie!


Dyonisio Bacante!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Lua Negra em Aquário !?



No Corpo da Deusa não existe o acaso, pode simplesmente existir a ilusão de sua inexistência. Mas seguramente o acaso jamais existe, até por que tudo tem uma reação quando se existe uma ação por de trás dela.
Hoje a Lua Negra está entrando no signo de Aquário às 20h:22, para os leigos talvez signifique somente uma junção dogmática estranha existente somente na mente dos supersticiosos ou aqueles que gostam de ler João Bidu!
Mas a realidade é outra, além da influência cósmica enérgitica que temos á receber disso tudo têmos ai um importante arquétipo simbólico para ser usado em nosso favor. Hoje é um momento como outro qualquer, ou não, para termos coragem de olhar nossas sombras mais íntimas e conversar com elas. Aceitando de forma gradativa a nossa escuridão ficaremos mais leves e a tornaremos em coisas mais luminosas e as transformaremos.
Aquário trará a rebeldia, o momento exato para não aceitação de certos padrões existentes dentro de nós que muitos nos quais não fazem parte de nós, coisas que pegamos e emprestamos de "alguém" ou da velha conhecida a sociedade e que agora a revolução interna fará com que tudo possa vir a luz. Mas a grande questão de tudo é, será que estamos prontos para ver? Será que estamos prontos para nos aceitar como humanos, dentro de todas as nossas falhas e medos? Será que estamos pronto para uma conciliação que as vezes parece que nunca vêm? Será que estamos prontos para compreender que algumas pessoas nem sempre aceitaram o amor? E dentro de tantos serás, serás que estamos prontos para a presença mais forte da Deusa, a mudança?

Dyonisio Bacante

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Cerimônia X Funcionabilidade



Desde há sua origem, quer dizer, desde a sua conscientização como força a ser exercida e utilizada em prol da humanidade e do ser humano a magia, religião e a espiritualidade trouxe toda uma gama de rituais e ritualísticas, as vezes mirabolantes outras vezes simples. Mas sempre houve a noção de se trabalhar o espiritual por meio de rituais.
Na magia não é diferente em nenhum aspecto, muito embora exista uma grande dificuldade de se separar o religioso do processo magístico. 
Para tanto precisamos compreender a verdadeira função do ritual. Creio que ja abordamos tais temas em alguns de nossos posts mas acho legal poder retomar tal assunto para que assim possamos entrar no tema em si deste post.
Todo processo ritualístico esta intimamente ligado com o símbolos internos; note que estamos tratando deles, os rituais, de uma maneira mais psicológica. Vamos tentar nos ater nesse aspecto e não no seu papel energético que também possui um aspecto simbólico no entanto um pouco mais subjetivo que o primeiro.
Cada símbolo de um ritual, entenda como símbolos desde gestos, palavras, imagens, instrumentos...cada um deles possui um aspecto interior que nos liga ou nos faz pensar em ligar ao que estamos buscando espiritualmente. Também tais símbolos em um proceso de começo, meio e fim trazem também uma carga psicológica mais forte existindo assim a cerimônia para que de fato nos sintamos ligados aquilo que estamos buscando.
Isso pode parecer um pouco confuso no contexto pagão, porque podemos usar tais exemplos de alteração de estado de consciência para um estado mais sutíl o ato de entrar em um determidado templo e fora dele nossa consciência esta "mundana". Analisando isso através de uma visão pagã de mundo onde o sagrado esta em tudo fica incoerente, eu sei!
Mas note que precisamos de tal sentido pois o fato não esta em separar a realidade mundana da realidade sagrada mas esta em usar um determinado símbolo para poder compreender que a partir daquele momento estamos conscientes daquele fato.
É claro que isso se aplica a noção de uma visão mais pagã do mundo e do sagrado.
Compreendendo tal fato entramos na discussão do post em si.
As vezes os símbolos se tornam mais importantes do que o seu objetivo, as vezes nos esquecemos de que eles são apenas veículos e não os fins daquilo tudo e ai que mora a grande confusão de que devemos começar a separar.
Na magia cermionial, como nome ja diz, todo o ritual é uma extenção de cerimônias intermináveis em que o praticante faz para chegar até o objetivo magístico/religioso. A questão em si não é mais nem na cerimônia mas na sua funcionabilidade.
A funcionabilidade de símbolos é tão importante quanto a primeira, mas parece que muitos bruxos de hoje se esqueceram de tal coisa. Fico vendo as vezes que muitos deixam de celebrar um determinado Sabbáth por não ter uma determinada cor de vela ou por não poder fazer uma verdadeiro Sabbáth Gardneriano! Isso é um absurdo completo. Como pagãos e filhos da Deusa precisamos compreender a aprender a trabalhar com o que temos em mãos e jamais devemos abrir mão de nosso maior instrumento que é o nosso ser.
Devemos lembrar que a magia não é algo que você faz e sim algo que si é.
Mas creio que um começo em um caminho iniciático mais formal na Arte, com um pouco mais de cerimônia é importanta para que a mente assimile tais símbolos e os agregue aos poucos a vida espiritual e a vida em um sentido total.
Creio que precisamos rever certos conceitos ritualísticos e encontrar importâncias e funcionabilidade, temos que reconhecer que certas coisas não são funcionais e outras são. Isso ocorre de indivíduo para indivíduo.
Porém quando deixamos de celebrar um determinado ritual ou pensamos que não podemos nos ligar a Deusa por que não temos determinado aspecto simbólico de um rito, pare e repense tudo o que você compreende como bruxaria e espiritualidade. Reveja se isso é importante. Mas lembre-se nós precisamos mais disso do que a espiritualidade precisa para que nos toque!


Dyonisio Bacante.








 

sábado, 15 de janeiro de 2011

As Bruxas de Benevento, a Dança Invertida na Nogueira



É acho que estou vivendo em momento de contos, onde simplesmente deixo essa tela em branco levar meus dedos ligeiros a digitar qualquer coisa que me bata a mente, simplesmente fluir. Como deixei no orkut: hoje só existir me basta, deixo que o momento mostre o próximo caminho a seguir...
Sim, e isso é muito bom.
Fico pensando nos caminhos antigos, nas bruxas que viveram antes das eras cibernéticas, antes mesmo da terminologia bruxa ou bruxo, onde simplesmente eram vistas como mulheres sábias que conduziam e inspiravam o seu povo através de seus ritos sagrados a natureza, uma celebração constante a si mesmo e aquilo que compunha a vida de todo aquele povo.
Não eram elas pagãs, ou cristãs! Não eram elas wiccannas. Não eram elas aquilo ou o outro, não eram bruxas, simplesmente eram...eram mulheres, homens, seres humanos que conheciam a magia como força inerente e existente em cada gesto, ato e ser.
Não precisam de ritos ou marcas, não precisam de nomenclaturas ou hierarquias. Viviam e gozavam plenamente de suas faculdades como um dádiva, como os cinco sentidos, simplesmente a possuiam e praticavam aquilo como o ato de fazer um almoço ou caçar o almoço.
Creio que hoje para nós que nos dizemos bruxos, pagãos, sacerdotisas ou filhas da Deusa estamos e ficamos muitas vezes presos ao fato de que para sermos o que buscamos ser precisamos ter nomes e títulos, mas esquecemos que como antes ainda somos pessoas simples, normais e humanas que buscam a espiritualidade e a magia no contacto intuitivo com o ser.
Nomenclaturas são boas sim, como também é muito bom abrir o círculo mágicko com a ajuda de um Athame. Mas até que ponto é bom? Quando esquecemos que o Athame é dono do poder e nós somos apenas um utilizador dele? Somos mais bruxos quando estamos com nossas túnicas, Athames, anéis de prata e colar de pentagrama? Será que toda essência da bruxaria, da Deusa e do ato de ser bruxa se exprime na palavra da mesma ou então todo o conceito existe em cinco letras: WICCA? Ou será que tudo isso deve ser visto como pontos de partida para algum lugar que no fundo não precisa de nomes mas existe independente de tal nome?
Eu quero de volta aquelas bruxas, aquelas mulheres, aqueles homens e aqueles seres humanos que acreditavam na chegada do verão que vinha através de seus rituais simples, através daquelas libações a terra acreditando que somente assim o verão chegaria pois eram eles parte daquela energia do verão.
Eu quero ver mulheres nuas e homens nus danaçando nas florestas, correndo livres sem pudores e moral cristã imbutidas nele. Quero gente dançando, celebrando o riso como ritual máximo da alegria. Quero ver casais de todos os tipos se casando em pleno altar da natureza. 
Estou farto de túnicas, de anéis, de hierarquias ou de nomes. Embora sei eu que tais nomes nos indentificam de que certa forma nos une como um povo. No entanto não quero que tais coisas se sobresaiam acima do desejo de liberdade a ponto de achar que a magia é algo que você faz e não algo que se é!
Quero poder ir até Benevento, e lá nos bosques dançar nú envolta da nogueira sagrada de Diana.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Revirando o meu caldeirão interno!



Hoje não quero passar um conhecimento direto, preciso e filosófico sobre a Arte. Hoje simplesmente quero usar esse espaço para poder manifestar algo que venha simples e diretamente do meu Caldeirão Interno.
 O dia me acordou habitualmente e rotineiro, simplesmente no mesmo horário e do mesmo jeito. As mesmas conversas ao fundo, na cozinha dizendo comentários frívolos sobre a vida.
Atorduado e com a cabeça ainda em um plano meio onírico meio real, levantei cambaleante deixando minhas pernas treinadas me conduzirem até o banheiro. Lavei o rosto, mirei minha face pálida que é quando acordo.
Analisei a pequena bomba do dia seguinte, para ver o que teria de limpar na casa. Tomei meu café, quem sabe o seu negro suco quente me faria acordar ligeiramente. E o fez, sai logo em seguida com o guarda-chuva protegendo inutilmente o meu corpo que recebia caridosamente cada gota fria de chuva. Pensei, a manhã começou diferente, nem sempre busco leite na padaria debaixo de uma chuva cálida como aquela.
Pedi o leite, fiz um elogio a uma roupa ligeiramente excêntrica da moça que me atendeu. Entreguei-lhe aquele valor simbólico de papel e o recebi em troca. Sai, voltei a minha casa. E meio que perdido preso em algum lugar entre o sono e a chuva comecei a limpar a casa. 
Meio afoito fui colocando cada coisa desarrumada em seu lugar de origem, com a esperança inútil de que permaneceriam ali eternamente e que ninguém, nenhum um ser seria capaz de desarrumar pois eram só uma imagem ilusória tanto quanto esse pensamento.
Lavei o banheiro, salvei-a de uma catástrofe no ralo do chuveiro. Depositei o pequeno e comprido inseto, enrolado e inerte em minhas mãos molhadas na janela. No lado de fora, pensei eu, ela poderia respira e resolver se queria viver ou morrer ali parada.
Aquele pequeno gesto rápido e segundàrio me fez refletir. A Deusa estava presente na água quente que lavava o banheiro. Ela estava presente na água quente que afogava a cemtopéia. Ela estava presente no meu olhar atento e em minhas mãos habilidosas que salvou aquele ser que deveria estar condenado a uma morte frígida e nada natural. A Deusa me fez pensar nisso tudo. Poderia deixa-la morrer, mas eu resolvi salva-la. Poderia ter acordado e em vez de ir buscar leite de manhã poderia eu ter ido buscar a tarde. Tantos pensamentos miraculosos me fizeram refletir sobre a questão do agora, da dádiva do dia de hoje e por ser uma dádiva chamar-se presente.
Calculei intuitivamente e quase que quânticamente tal pensamento absurdo tentando em uma ligeira mente aborvida de sono e realidade dizer a mim mesmo que o tempo era uma ilusão de etapas cumpridas e que ele simplesmente so existia por que viamos o Sol e a Lua dançarem com o movimentos no espaço, criando essa ilusória noção de dia e de noite. Marcando infinitamente o ponteiro de um relógio desigual e igual ao menos duas vezes ao dia com todos do mundo que corria feito louco em prol dele e por ele.
E por fim me aquietei!
Terminei de limpar a casa. Resolvi não pensar em mais nada daquilo, simplesmente resolvi existir. Simplesmente deixei me levar pelo tempo, pelo presente e pelo agora.
E o agora me pede para aquietar-me, olhar a lua crescente interna dentro de mim. Revirar meu caldeirão interno e ver o que consegui cozer até agora...e depois, só depois de bem cozido poder provar...



)0( Dyonisio Bacante )0(




 

sábado, 8 de janeiro de 2011

Bolo e Cerveja, a Comunhão Pagã!



O conceito de pão/ bolo e vinho, como sangue e carne da divindade vem de muito longe. Esses são símbolos do caminho da comunhão através do alimento, esse sempre foi um rito muito mais pagão do que cristão em si. A sua essência é ampla. Sua ritualística, porém, é simples dentro do corpo do ritual, seja ele um Esbáth ou Sabá é muito importante, pois o seu conceito é de compartilhar tanto com as forças externas, como as internas com o símbolo de alimento e saciação da alma por meio deste.
O Rito do Bolo e da Cerveja, ou do pão e do vinho, como preferir, é um ato de comunhão com as duas forças da Deusa, em outras tradições o vinho representava a Deusa por causa de sua cor avermelhada, relacionada ao sangue menstrual das mulheres, enquanto que o pão representava o Deus.
Carne e Sangue, alimento e bebida, satisfação e saciação. Ambos são aspectos a serem explorados nessas forças e poderes. Este rito também trás os mistérios da transmutação das coisas, já que é preciso haver fermentação para ocorrer a produção do pão, bolo e do vinho. Por isso também ele traz a essência do tempo daquilo que só é saboreado com a paciência.
A bruxaria é uma religião da natureza, ela não nega as necessidades humanas, ela as torna sagrada e o ato de comer e beber para um bruxo é um ato amplo e cheio de poder. Todo alimento que é ingerido por nós deve ser compreendido que já foi vivo, e trás sua parcela de energia a nossa vida. Aquela frase que diz que somos o que comemos, não é tão exagerada, ela é de fato uma verdade.
Alimentar-se é um ato de crescimento e obtenção de energia, é quando se prova que a vida depende da vida para sobreviver. A razão deste rito é buscar essa essência e sacralizar este ato, pois todos os atos de amor e prazer são os rituais da Deusa.
O conceito deste rito também esta no lado espiritual, já que o Bolo representa o alimento espiritual que nos nutre, ou seja, ele é a essência dos mistérios da arte que são como alimentos que saciam nossa fome.
Enquanto que a Cerveja é um símbolo de saciação da sede, a sede do conhecimento, das coisas que nos inspiram, ou seja a Deusa em si. Para celebrar o Rito do Bolo e da Cerveja, não é necessário usar literalmente esses, mas saiba apenas que são nomes simbólicos dados, tradicionalmente devemos usar Vinho e Pão, mas podemos usar biscoitos e leites, suco e bolo, vinho e bolo, pão e suco. Como preferir, até água e um pão feito a base de sal, farinha e água. O importante é o simbolismo que o rito trás. Creio que refrigerantes e outros alimentos muito industrializados fogem um pouco, mas também nada o impede de tentar e sentir como será sua energia, mas creio que não se pode fugir tanto do contexto do Rito. A cerimônia deste ritual é bem simples, é quase como uma benção mágicka, e você pode usar esse alimento como oferendas de libações aos Ancestrais, Guardião e a Deusa.
Já que estamos abordando um tema ritualístico que esta ligado diretamente à alimentação, vamos falar dela.
A Religião da Deusa, como disse acima, é uma religião que celebra todos os mistérios e atos da vida, tudo é visto como sagrado. O bruxo tem consciência de que tudo deve ser tomado com respeito e devolvido com respeito, isso não é so uma maneira bonita de viver, mas é um ato de honrar uma parte sua, pois você também é alimento para muitos seres, pelo menos é fonte de alimento, como a mãe que da de seu próprio leite afim de que seu filho cresça.
Há muitos bruxos que são vegetarianos, essa tradição não exige isso, o conceito do vegetarianismo é muito bonito e sincero em amor, porém ele não é melhor ou superior aos que comem carne.
Creio que a função é comermos tudo o que nos faz bem com consciência, desde uma planta até um animal, tudo deve ser ingerido para nós com muito respeito, gratidão e propósito. Lógicamente também que devemos comer algo por prazer, mas quando o prazer torna-se gula isso pode ser um risco e é um ato de desrespeito. Não que a gula em si seja um ato “pecaminoso”, mas sabemos que o ato de comer ou beber algo demasiadamente não nos trazem benefícios, creio que não seja uma questão de erros ou acertos referentes a uma religião. Mas sim uma questão de bom senso.
Devemos sim, comer sem culpa e sermos felizes. Comer com consciência é um ato de poder, ampliar sua consciência a todos os níveis de energias que nos alimentam. Assim como o ato de preparar um alimento, seja para ritos ou não, deve ser encarado como um ato sagrado. Pois ali acontece uma mágicka alquimia, onde os elementos da natureza juntam-se no caldeirão e formam algo totalmente bom.
Não é necessário preces na mesa, mas se quiser faça, mas somente o fato de compreender que o alimento é algo sagrado e ingeri-lo com esse consentimento já torna sua consciência plena em poder.
Precisamos ser frios e analisar esses conceitos, precisamos saber o valor da abundância e reconhecer que a fome e a miséria são facetas opostas destas, mas são facetas que nos ajudam a reconhecer o ato de comer.
A carne em si, seja ela de qualquer origem animal, é um alimento pesado, pois demora mais para ser digerida e às vezes carrega carga de medo e sofrimento do animal abatido, por isso deve-se reconhecer esses aspectos e evitar comer carne em ritos que, por exemplo, você vai acessar reinos sutis, ou quando for fazer viagens internas.
Um alimento pode tornar-se mágicko, ou seja, ele pode carregar um propósito ao ser ingerido. A magia compreende isso e usa isso em seu benefício. Quando ingerimos alimento mágicko, estamos trazendo para nosso interior algo que queremos externisar por meio da magia. Associações de alimentos e bebidas existem a muito na tradição mágicka pagã, e deve ser encarado como um exercício de alquimia diária para um bruxo.
Existem alimentos que são ígneos como o alho, pimenta, etc. Outros que trazem os poderes da terra, que são as raízes como a mandioca. Outros ainda trazem poderes afrodisíacos, como o chocolate, a canela e etc.
Quando esses elementos misturam-se formam um outro, assim sendo cria-se toda uma energia correspondente a algo que se queira atingir. Você pode enfeitiçar alimentos com o poder do seu intento, usando cânticos, gestos, palavras e imposições de mãos enquanto o prepara, para torná-los mais sagrados você pode fazê-los em seu caldeirão e meche-los com uma colher de pau apropriada. Sendo assim cada receita pode tornar-se um poderoso feitiço. Segue-se abaixo uma correspondência básica de alimentos relacionados à Arte, seus poderes estão de acordo com sua função descrita.

*Bebidas Sagradas a Deusa, Ancestrais e Espíritos:

Vinho Tinto Suave ou Seco, Leite, Mel, Hidromel, Cerveja Escura, Whisky, Licor, Água, Sucos Cítricos e de Uva.

*Alimentos a Base de Farinhas, representando a fertilidade da terra e da Deusa: 

Pães de Centeio, Pão Integral, Pães Doces, Roscas salgadas e doces principalmente aquelas em formas de Triskeles e Rodas entrelaçadas, Bolos, Torta de Maçã, Brownie, Panetones, Biscoitos em formato de estrelas e luas.

*Frutas Sagradas a Deusa: 

 Maçã, Romã, Uva, Melões, Abóboras, Morango, Bananas, Mangas, Melancia, Amoras, Limões, Laranjas, Acerola.

*Raízes, relacionadas com o poder telúrico da Deusa: 

Mandioca, Beterraba, Batata, Gengibre

*Grãos sagrados a Deusa, representando abundância, fertilidade e prosperidade, assim como vida e nascimento:

Arroz, Centeio, Feijão, Trigo, Cevada, Milho.

*Animais relacionados a Deusa, sendo assim cada animal possue um aspecto de poder: 

Aves, Peixes, Caprinos, Bovino e Suínos.

OBS: Vale lembra que, todos os alimentos são sagrados a Deusa, porém alguns se destacam por seu longo uso nas práticas antigas pagãs, mas nada lhe impede de usar outros alimentos que não foram descritos aqui!
Outra coisa que se deve ressaltar é que esta bruxaria, como a Wicca em geral não se faz uso de sacrifício de animais, quando a carne e sugerida em um ritual deve-se entender que o animal é abatido antes do ritual e somente a carne dele é levada sendo cozida antes. E seu sangue não é utilizado de modo algum, porém há feitiços que se podem utilizar da carne, mas sem sacrificar diretamente o animal.

Deixo a vocês uma receita de Brownie de Chocolate e um de Capucci, aproveitem!




Dyonisio Bacante.

Texto extraído do meu Livro, O Êxtase da Deusa.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A PSIQUE SELVAGEM


"Uma mulher forte é aquela que sente profundamente e ama bravamente.
Suas lágrimas fluem tão abundantemente quanto o seu riso.
Uma mulher forte é tanto terna quanto poderosa.
Ela é ao mesmo tempo prática e espiritual.
Uma mulher forte em sua essência, é um presente para o mundo."

...uma mulher forte é acima de tudo aquela não nega sua fragilidade, aceitando-a, enquanto luta para encontrar sua força nas profudezas do seu ser...

A PERSISTÊNCIA VALE A PENA, NOS ACHAREMOS NOSSO LUGAR NO MUNDO, LUGAR DE MULHER PRA MULHER

(...)É essa a promessa da psique selvagem para todos nós. Mesmo que tenhamos
apenas ouvido falar de um maravilhoso mundo selvagem ao qual um dia
pertencemos, apenas vislumbrado esse mundo ou sonhado com ele, mesmo que até agora nós ainda não o tenhamos tocado ou apenas o tenhamos tocado
momentaneamente, mesmo que nós não nos identifiquemos como parte dele, a
recordação desse mundo é um farol que nos guia para o lugar ao qual pertencemos, pelo resto de nossas vidas. No patinho feio, um sábio anseio surge quando ele vê os cisnes alçando vôo pêlos céus, e a partir desse único acontecimento sua lembrança daquela visão lhe dá sustento.
Trabalhei com uma mulher que estava muito perto do seu limite e pensava em
suicídio. Uma aranha que tecia uma teia na sua varanda chamou sua atenção. Não saberemos nunca exatamente o que na atividade do pequeno inseto foi capaz de quebrar o gelo que circundava sua alma para que ela pudesse se libertar e voltar a crescer. No entanto, estou convencida, tanto como psicanalista quanto como cantadora, que muitas vezes são as coisas da natureza que têm maior capacidade de cura, especialmente aquelas muito simples. Os remédios da natureza são poderosos e diretos: uma joaninha na casca verde de um melão, um tordo com um pedaço de barbante, uma planta do mato em flor, uma estrela cadente, até mesmo um arco-íris num caco de vidro na rua, qualquer um deles pode ser o remédio adequado. A persistência é estranha: ela exige uma energia tremenda e pode se abastecer por um mês com cinco minutos de contemplação de águas calmas.
É interessante salientar que, entre os lobos, não importa o quanto esteja
doente, não importa o quanto esteja acuada, o quanto esteja só ou enfraquecida, a
loba persiste. Ela corre mesmo com a perna quebrada. Ela se aproxima dos outros à prócura da proteção da matilha. Ela se esforça ao máximo para superar na espera, na astúcia, na velocidade ou na duração da vida aquilo que a esteja atormentando. Ela dedicará todas as suas forças a respirar bem. Ela se arrastará, se necessário, igual ao patinho, de um lugar para o outro até encontrar o lugar certo, um lugar benéfico, em que possa se recuperar.
A principal característica da natureza selvagem é a persistência. A perseverança. Isso não é algo que se faça. É algo que se é, em termos naturais e inatos. Quando não temos condição de vicejar, seguimos adiante até podermos voltar a vicejar. Seja o nosso isolamento originado de um afastamento da nossa vida
criativa, seja uma cultura ou uma religião que nos rejeitou, seja um exílio da família, um banimento de um grupo, seja a imposição de sanções a nossos movimentos, pensamentos e sentimentos, a vida selvagem profunda continua, e nós persistimos. A natureza selvagem não é natural de nenhum grupo étnico específico. Ela é a natureza essencial das mulheres do Daomé, dos Camarões e da Nova Guiné. Ela está nas mulheres da Letônia, dos Países Baixos, de Serra Leoa. Ela está no cerne das mulheres da Guatemala, do Haiti, da Polinésia. Digam o nome de um país. De uma raça. De uma religião. De uma tribo. Digam o nome de uma cidade, de uma aldeia, de um solitário posto fronteiriço. Todas as mulheres têm isso em comum: a Mulher Selvagem, a alma selvagem. Todas elas continuam a tatear em busca do selvagem e a segui-lo.
Por isso, se precisarem, as mulheres pintarão céus azuis nas paredes da prisão.
Se a meada se queimou, elas fiarão mais. Se a colheita estiver destruída, elas farão outra semeadura imediatamente. As mulheres desenharão portas onde não houver nenhuma. E elas as abrirão e passarão por essas portas para novos caminhos e novas vidas. Como a natureza selvagem persiste e triunfa, as mulheres persistem e triunfam.

IN MULHERES QUE CORREM COM LOBOS - Clarissa Pínkola Estés